Volta ao trabalho depois do fim da licença maternidade. Como funciona na prática a rotina de uma mãe que trabalha?

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  • 4 de maio de 2017

Primeira vitória: passar pela licença maternidade com a sanidade inabalada. O tipo de brincadeira com um fundinho de verdade, vai dizer?! rs A volta ao trabalho depois do fim da licença maternidade é diferente para cada mulher, mas vou contar como funciona na prática a rotina de uma mãe que trabalha.

Apesar dos dias em claro não terem acabado ainda, os primeiros 4 (e tensos!) meses já passaram. Para quem é mãe de primeira viagem a experiência pode ser um pouco mais “assustadora”, mas esse período é de extrema importância para você se acostumar com o bebê e ele à você. E vale lembrar que dizem que depois que você é mãe nunca mais dormirá igual (?). Se é verdade eu não sei, mas estou nessa estatística.

Passados estes primeiros meses, que para mim foram incrivelmente longos e com muitas noites em claro, você começará a se preocupar com a volta ao trabalho. Frequentemente nos questionamos se:

  • Vale a pena eu voltar?
  • Faz sentido deixar meu bebê na creche?
  • É mesmo melhor deixar com a avó?
  • E se eu parar de trabalhar?! Conseguiremos nos virar nas contas?
  • Mas se eu não voltar agora, consigo entrar no mercado de trabalho novamente?

Quantas dúvidas (…) tenho para comigo que ser mãe é sempre estar a se questionar. É incrível, parece que você triplica a sua capacidade de raciocínio. Afinal, damos conta dos filhos, das contas, do trabalho e, em alguns casos, da casa. Vamos combinar que é coisa para caramba e tudo ao mesmo tempo!

Vou dar meu depoimento pessoal sobre o retorno ao trabalhos após a maternidade. Mas vale lembrar que cada mulher passará por uma experiência diferente e nenhuma é melhor ou pior por causa das escolhas que fez.

Como vocês viram, minha vida pós-parto foi marcada por uma depressão, problemas com amamentação e cólicas do meu filho. Mas não, não foi tão ruim assim. Eu também tive os momentos em que eu sorria boba ao olhar aquele pequeno ser dando risadinhas. Assim como também gravei na memória momentos para levar para toda a minha história, como os barulhos que o Alec fazia ao resmungar, o olhar de contemplação que ele me dava ao amamentar e a felicidade que era tomar banho deitado na sua redinha. Entretanto, apesar de todas as lembranças felizes e os momentos não tão bons, eu sempre quis voltar a trabalhar.

Falando bem a verdade eu ansiava por isso porque tenho necessidade de estar com pessoas e, para muitas mães a licença pode ser um pouco solitária já que o bebê não interage muito. E também porquê queria me sentir útil e ter um motivo para me arrumar, sair de casa para bater perna mesmo e sem um bebê a tira colo. Além de, é claro, ter outro assunto para conversar com meu marido, colegas e família além de papos sobre bebês.
Depois de ser mãe você precisa se acostumar que você passa a ser a segunda opção de muitas pessoas, seu filho irá torna-se a referência. E acredite em mim, você estará super Ok quanto a isso. É como se vocês fossem um só. Mães, acima de qualquer coisa, costumam amar os filhos como se fossem sim um pedaço de si. Fico imaginando como é para uma mãe quando o filho sai de casa, deve ser uma tempestade de sentimentos.
Mas voltando, eu quis retornar ao trabalho quando a licença acabou.
Aí voltei.
Quando voltei os primeiros meses foram um verdadeiro tumulto por causa da amamentação. E também, da adaptação do Alec à creche e eu à minha nova rotina. Tive ajuda do meu marido, um iluminado, que se desdobrava em mil para me fazer conseguir descansar. Já que o Alec dormia e acordava a cada 2/3 horas até os 10 meses. Ou seja, eu acordava para amamentar e nem bem voltava a dormir e já precisava levantar para trabalhar ou pra dar de mamar novamente. Rotina puxada, né? Se eu faria diferente? Não.
Me senti útil voltando a trabalhar. Amo o que faço, que é trabalhar com marketing digital. Portanto, eu descansava enquanto trabalhava. Ter um filho 24 horas com você é muito mais cansativo que a minha nova rotina de mãe trabalhadora, isso você pode ter certeza.

Hoje cuido do Alec sozinha durante a semana, salvo semanas em que ele fica com o pai por conflitos nas agendas. Moramos em cidades diferentes, então certos sacrifícios são necessários. Cuidar de um bebê de quase dois anos sozinha implica em: estudar pro MBA ao meio dia para ter um tempo só seu. Fazer janta pro filho todos os dias e, as vezes, a comida não ser assim tão saudável quanto deveria. Dar banho no pequeno e ao bobiar, mesmo que por um segundo, vê-lo correndo pelado para fora do box para lhe mostrar como o rótulo do novo shampoo é legal. Correr pra creche quando da zica e não poder trabalhar quando não tem aula. Daí, tentar trabalhar home office já que a vida não pára. Ir ao mercado e trazer no colo as sacolas, o filho que está chorando e os bichinhos.  E assim por diante, uma nova aventura a cada dia.

Em resumo, o que eu quero dizer é que a gente dá conta. Ser mãe não te torna só a progenitora do ser mais amado do mundo, te dá super poderes. Seu ouvido fica melhor, você lembra de muito mais coisas ao mesmo tempo e sua vida tem muito mais sentido. Principalmente após as 18h, quando é hora de pegar seu filho na creche. Que aliás, é a melhor invenção da vida em minha opinião. Amo as creches! Haha

Para mim valeu muito a pena voltar, mas às vezes me pego pensando se não valeria a pena tentar um trabalho de meio período para ficar um pouco mais com meu filho. Infelizmente não posso optar por esse caminho no momento, os boletos não deixam, mas é algo para considerar num futuro.

Se você é mãe e está na dúvida se volta a trabalhar ou não, siga seu coração e pense um pouco no seu bolso também. Afinal, nem só de amor vivemos. rs

Beijo, Ká.

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