Que tipo de mãe eu sou?

  • 1
  • 20 de outubro de 2016

Têm dias que me sinto relapsa. Juro! Eu ligo o ON e fico em modo automático. Cansa, às vezes (…) Ser mãe, você sabe.

Em outros quero simplesmente voltar aos meus 16 (tudo parecia infinitamente mais fácil quando eu tinha 16 anos). Olho para aquela bagunça por toda casa e fico lembrando do meu pai falando: Um dia tu vais aprender na marra que precisa ser organizada! Pois é daddy, estou me esforçando. Mas seu neto tende a tirar tudo do lugar, um dia eu chego lá. Com fé, força e foco. Preciso admitir, odeio a forma que essas palavras são usadas juntas. Sou dessas…me julguem! rs

Na maioria dos dias eu só quero morder as bochechas do meu filho de tão fofinho que ele é. Ou me abaixar enquanto espero um abraço. O melhor abraço.

Menos quando ele se joga no chão, em posição de Alá, nesses momentos eu finjo que eu não conheço. Sou capaz de olhar com aquela cara de “nossa a mãe desse menino deveria lhe ensinar uma lição” enquanto balanço a cabeça concordando com as mães ao redor. Só quem passa por uma cena dessas para entender o desespero daquela mãe, ela só deve estar pensando: nossa, que bom filho! Vai lá e chama TODA A ATENÇÃO DO MUNDO para nós, eu estou aqui tão linda mesmo. Aham, senta lá.

Fiquei refletindo sobre o meu estilo materno, eu queria encontrar um enquadramento. Afinal, a gente busca grupos com o qual se identifica. Quer trocar ideias sobre: roupas, sono do bebê, melhor remédio para tal coisa, dica de presente, melhor marca de fralda, promoções. PROMOÇÕES. Aí entrei no grupo de mães do WhatsApp, fui incluída na verdade. No começo me senti uma E.T, mesmo, tipo o filme do Steven Spielberg. Rolava uns questionamentos do tipo: vocês vão levar as frutas cortadas? COR-TA-DAS, às 8h da manhã! Vocês não acham que as janelas deveriam ser fechadas? E eu pensava: Nossa, vou mandar banana! É, banana. Simples e objetivo. Preciso opinar sobre a janela? Ih, passaram 67 mensagens, já mudaram de assunto. Portanto, demorei um pouco para me encaixar. Mas dei uma chance para mim mesma, afinal, é uma experiência nova e devo dizer que agora me amarro em algumas conversas que rolam. Outras não. Mas como em todo grupo, nem sempre você vai concordar com tudo que é falado.

Pensei em me definir como um estilo moderno de mãe. Um pouco mais tecnológico e nerd que algumas mães e definitivamente menos prendado que outras. Engraçado pensar que eu procurei me encaixar em um esteriótipo, talvez por vezes a gente faça isso até sem querer. Mas o legal é justamente o contrário, não se encaixar. Criar seu próprio jeito de ser mãe, de ensinar e cuidar.

Portanto: Que tipo de mãe eu sou? Todos que eu quiser. Têm vezes que sou meio linha dura, herança paterna eu imagino, outras sou a descrição perfeita para “manteiga”. Agora entendo bem melhor algumas decisões da minha mãe, fazem muito mais sentido. Não todas mamãe, algumas eu ainda não peguei a referência. haha

Um beijo, Ká.

 

Deixe uma resposta

Pin It on Pinterest

Compartilhe =D