Quanto vale o tempo para uma mãe?

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  • 22 de abril de 2016

Quanto vale o tempo depois que você vira mãe? (…)

A percepção do passar das horas acelera. Dias passam num piscar de olhos! Meses voam sem que você perceba. O que te ajuda a se dar conta que um período maior que o que imaginava passou são as roupas do bebê que não servem mais. É nessa hora que você fica triste, bate um sentimento ruim, como se você não tivesse aproveitado tudo que deveria. Em meio a uma rotina corrida, às vezes você se pega pensando no que vai fazer, mas esquece do que está fazendo. Você está com seu celular na mão enquanto seu filho brinca ao seu lado. Ele chora. Você pensa que após um dia tão corrido, tudo que gostaria era de ver inutilidades nessa pequena e viciante tela, mas larga o celular e pega seu bebê no colo. PEGUE SEU BEBÊ no colo. Ele só será pequeno assim uma vez! O tempo voa (…)

Muitas vezes eu me pego pensando se é justo com meu filho que eu corra tanto. Às vezes tenho certeza que não. Nessa hora eu largo tudo e paro. Paro para prestar atenção no encantamento que ele exerce sobre as pessoas. Ele tira um grande proveito do tempo. Crianças vivem o momento. Exploram o mundo com calma. Nós? Nós somos a geração do para ontem, do estou com pressa, do não tenho tempo.

Por isso me pergunto, quanto vale o meu tempo?

Perdi meu pai relativamente cedo, ele tinha 41 anos. Ele percebeu tarde que deveria ter investido seu tempo na família ao invés do trabalho. Não pensem que tive um pai ausente, nunca. Só era um homem com pouco tempo. Mas no período que tínhamos, vivemos aventuras: construímos grandes palácios de princesas, desbravamos terras de vizinhos em explorações em busca de cachorros perdidos, comemos pratos cujos nomes são tão feios quanto o gosto era ruim, tivemos discussões tão sensacionais que seriam enredo de filme por causa de desenhos animados. Enfim, aproveitamos o nosso tempo. O que ele fez com o seu tempo quando descobriu que estava se esgotando? Viveu cada momento. No final você só lembra do que viveu, das boas lembranças.

felicidadeO meu tempo vale muito, assim como o seu. O que difere o meu do seu é o que fazemos com ele. Eu paro (…) eu perco tempo. Perco tempo com pessoas na rua, me atraso porque parei para conversar com o porteiro já que seu filho não estava bem, escuto as divagações da recepcionista sobre algo que lhe incomoda, presto atenção nos balbucios do meu filho antes de sair de casa por alguns minutos enquanto ele fica indignado que precisa ir de carrinho para a creche. Eu não perco, eu ganho tempo.

Antes de ter filho eu também sempre vivia sem tempo. Mas devo dizer que vivia menos cansada. rs Hoje eu dedico parte do meu tempo para ele, uma grande parte. Agora qualquer minuto que sobre é melhor aproveitado, alguma coisa precisa ser feita, existe alguém com quem preciso falar, algum lugar que devo ir. Você aprende a aproveitar mais cada segundo, a dar valor ao nada. Fazer nada é algo que eu sempre gostei. Paradoxo?! Eu não acho! O nadismo é uma escolha. Mas hoje, são segundos de nada (…) quão reconfortantes são esses momentos (!).

Precisamos aprender a curtir o tempo. Não apressá-lo ou correr atrás dele. Um dia a gente aprende (…) tomara que não seja tarde demais.

E então, quanto vale o seu tempo?

 

Beijos, Ká. ;*

 

 

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