O que é Baby Blues?

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  • 8 de outubro de 2015
  • O que é Baby Blues?
  • Por que eu deveria saber que isso existe?
  • Por quê (RAIOS!) ninguém nunca falou disso para mim antes de eu engravidar ou pelo menos durante a gravidez?
Confira hoje! Baby Blues. O que é?

Confira hoje! Baby Blues. O que é?

No melhor estilo Globo Repórter, vou tentar explicar um pouco sobre isso e desmistificar o pior sentimento que já presenciei. Se você já é mãe, pode ser que tenha passado ou não (apesar de ser bem comum – cerca de 60% a 80% das mulheres passam – a maioria das mulheres esconde o que sente com medo de parecer fraca, de ser julgada ou ainda, por simples escolha mesmo), e se você estiver grávida ou pensa em engravidar, #ficaadica que vale a pena ler o que vou escrever para deixar sua vida bem mais fácil de compreender se acontecer contigo.

Olha eu aqui de novo (pendalando, pendalando…não?! Sorry, mas eu moro em Blumenau e estamos em período de Oktoberfest. E eu terei que curtir um pouco mais sossegada este ano, nada de ein prosit). Mas, vamos lá. Eu consegui finalmente sentar e escrever um novo post, a exatos 8 dias nasceu o meu pequeno baby e esta semana tem sido uma semana bem “tumultuada” e de grande aprendizado. E durante este período eu passei pelo chamado Baby Blues (também conhecido como blues puerperal), que faz você pensar que está em depressão. MESMO gente, depressão.

 

Vou fazer um resumo do que aconteceu comigo para facilitar:

Meu filho nasceu às 12:20, do dia 30 de setembro, uma quarta-feira – de cesária! Mas vale lembrar que o tipo de parto não interfere em nada no que estou falando! Apesar que alguns me falaram que pode ser ocasionado pela anestesia, não achei nenhum fato que comprove isso.

Na sexta-feira fomos liberados para ir para casa, estávamos animados e levemente ansiosos. Afinal, nem trocado fraldas antes nós havíamos. E sinceramente, não espero trocar de outras crianças. Do meu filho é super OK, mas ser mãe não me tornou uma outra pessoa. haha Desculpem a sinceridade!

Aí, na sexta a noite mesmo comecei a sentir uma melancolia tensa. Mas né, achei que fosse OK. Tudo novo e tal. Mas, do nada, no sábado eu comecei a chorar por TUDO. Chorar por achar que não daria conta, olhos encherem de lágrimas quando olhava para meu bebê, imaginem vocês como eu ficava quando ele chorava! O que eu fiz? Duas coisas bem simples: abri o jogo com meu marido (o que foi fundamental!) e corri para a internet procurando assim: “tristeza profunda no pós-parto” e simplesmente descobri o termo que definia o que me assombrava. Mandei mensagem para o meu médico no sábado, que prontamente me atendeu e vi que era normal. Uma fase e eu teria que lutar contra esse sentimento. Mas como?

Para melhorar, no sábado meus seios incharam TANTO (mas TANTO) que eu não conseguia encostar – me lembrou muito o período de recuperação de quando coloquei silicone. Quem colocou deve lembrar que os primeiros dias são complicados. Resultado, o Alec não conseguia mamar direito e passamos o maior aperto do mundo. Aí, no meio de tudo isso, visitas. Sou super aberta e não gosto de esconder as coisas da minha família, por isso, contei para todos que nos visitaram o que eu estava sentindo e isso amenizou um pouco o meu comportamento arredio. Porque vamos recaptular: eu só queria chorar, meus peitos não me deixavam respirar e eu havia dormido 12 horas em 4 dias. Ou seja, eu posso até tentar ser legal...mas simplesmente não rola. Melhor coisa que fizemos, no nosso caso (aqui é importante deixar bem claro que cada família toma as próprias decisões e precauções) foi limitar visitas no hospital e em casa. Eu particularmente só irei receber as pessoas quando estiver bem recuperada (já estou ein friends, em breve marcamos! rs) e meu filho (e nós) acostumados com a nova crazyporémlinda rotina.

Na segunda-feira, dia 05, corri para o Banco de Leite em busca de ajuda. Afinal, eu havia usado uma bombinha no final de semana para tirar um pouco do leite e rachei o bico dos seios. Mas OK, pelo menos meu filho conseguiu mamar. Entretanto, #ficaadica2 se você passar pelo que eu passei e for dia de semana CORRE PRO BANCO DE LEITE DIRETO. Não inventa moda e acima de tudo, a internet não é uma fonte confiável para tudo. Vai por mim, eu provei na pele. Se for no final de semana, tipo eu, vai na maternidade onde o baby nasceu e pede ajuda. As enfermeiras sabem tudo sobre amamentar! *** #DicaPraVida***: se os seus peitos incharam DEMAIS – água FRIA neles. NUNCA quente! Repetindo: NUNCA quente! Quente faz vir mais leite, o que não era o que eu precisava. Precisava que parasse de vir.

Quando cheguei no Banco de Leite eu vi que eles têm assistência especial para o Baby Blues, de tão comum que é. E de novo eu pergunto: por quê nunca me falaram disso?! Teria facilitado muito a vida. Pensa meu marido me vendo chorando desesperadamente. Qual o sentimento que passa na cabeça dele?! Claro que ainda não estou totalmente 100%, as vezes me pego chorando de novo. Mas agora até meu marido faz graça me falando coisas que eu possa ficar triste só para me ver chorar e poder rir da minha cara. É amigos, não é fácil! hahaha Mas tá, aí eu começo a rir também e tudo se resolve.

Blues puerperal é diferente de depressão pós-parto. Depressão é BEM mais tenso e prolongado. Existem relatos de mulheres que ficaram até 3 meses com sentimentos de melancolia e isso não chegou a ser uma depressão. Vale a pena o alerta! Avisem suas amigas grávidas que isso é NORMAL, mas falem sobre isso! E nunca JULGUEM! Isso só torna tudo pior. Eu superei da seguinte forma: me olhando no espelho enquanto começavam as crises e dizendo — Eu não vou chorar! Que merda é essa! hahaha Sim, porque sutilidade é uma característica minha.

Para mim os sintomas duraram uma semana, mas ainda não passaram totalmente. As vezes tenho vontade de chorar, fico triste do nada e vem à cabeça pensamentos bobos, como: será que eu deveria ter engravidado, coisas do tipo. Isso dura até o momento em que olho para o Alec e (…) simplesmente tudo passa e só quero amassar ele. =)

Sintomas que identifiquei em mim neste período:

  • Tristeza profunda;
  • Choradeira sem motivo;
  • Cansaço excessivo;
  • Insonia – MUITA insonia. Ou seja, sabe aquela recomendação “durma quando seu filho dorme”?! Não havia como. Era como se eu tivesse sentidos mega aguçados e tivesse ligada no 220V a todo momento. Algo como um sentido de alerta permanente!

Nas minhas conversas com outras mamães vi que existem casos ainda mais tensos. Como por exemplo, existem mães que durante este período ignoram seus filhos. Como se delegassem os cuidados a outras pessoas. Algo com: Que tal colocarmos esta roupinha? Ah, tanto faz. Gente, de novo, sem julgamentos. Porque não há qualquer controle sobre isso!

Iluminadas as mães que passaram por este período sem qualquer sinal da melancolia pós-parto. Eu passei, superei e só digo: teria sido bem mais fácil se eu soubesse que isso poderia acontecer. Ah, e aqui vão dois adendos importantes:

#1 Totalmente ridículo o fato da licença paternidade ser apenas 5 dias corridos. Quem inventou essa merece um pedala muito bem dado na orelha! Aí a mãe passa pelo que passei e depois é tipo: se vira nos 30?! Além, é claro, da importância da presença do pai durante este primeiro mês. Eu vejo o quanto meu marido sofre tendo que ficar longe da gente, mas né…quem sabe um dia alguém acorde para a vida e repense esse fato.

#2 A presença da minha mãe, me ajudando nos primeiros dias, está sendo determinante. Estou até com medo de quando ela for embora! hahaha Brincadeira! Mas #ficaadica3 que é bem importante ter um apoio que lhe auxilie neste novo momento. Além do que, mães já sacam dos paranauês e já passaram pelo que estamos passando agora. Ou seja, sabem o quão difícil pode ser.

 

Sobre a recuperação da cesária, tirei de letra! Já estou bem sossegada e vestindo minhas roupas de quando eu estava de quatro meses de gravidez. SIM, QUATRO meses. Porque você sai da maternidade e as pessoas ainda acham que você está grávida de sete meses (no meu caso, porque não tenho nenhum parentesco com a Gisele). E hoje, depois de 8 dias, pareço estar de quatro meses. E gente, por último (mas não menos importante), o fato de eu ter me exercitado até o oitavo mês fez toda a diferença na recuperação da cesária. Precisei de alguns músculos que provavelmente o sedentarismo não teria ajudado!

 

É isso!

Beijos, Ká.

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