“Deixa as pessoas” | Ensine seu filho a conviver com o amor

  • 0
  • 13 de outubro de 2017

Peço que você reflita comigo sobre 3 questões:

  1. Para quem eu dou é problema seu?
  2. Para quem seu vizinho dá é problema seu?
  3. Se sua sobrinha é bissexual, isso faz com que você não consiga sair da cama?

Provavelmente (ou pelo menos assim eu espero), a resposta deve ter sido: não.

Então, alguém por favor me explique o porquê de ainda estarmos sensacionalizando e discriminando em pleno 2017 as opções sexuais de alguém? Sinceramente, educo meu filho para que ele entenda que amar alguém não segue regra em relação a gênero, idade, etnia, classe social ou derivados. E acima de tudo, que ele não tem absolutamente nada haver com isso. Assim como, ninguém tem nada haver com a decisão que ele tomar no futuro em relação a quem ele escolher para relacionar-se.

Minha missão: orientar, educar, explicar e amar.

Jamais iria dizer ao meu filho que uma relação entre duas mulheres é errado ou que entre dois homens é pecado, por exemplo. E isso não tem nada haver com religião (sou católica), tem haver com consciência. Primeiro porque conheço vários casais homoafetivos que são super felizes juntos, excelentes pessoas e de uma maturidade no relacionamento que chega a dar inveja. Volto a afirmar que “para quem qualquer pessoa dá é escolha dela” e não afeta minha vida e, se meu filho aprender o que tento lhe ensinar todos os dias, não vai afetar a vida dele também.

Respeito. O tão falado: RESPEITO!

Sou contra qualquer imposição em relação à escolha sexual de uma pessoa que venha de qualquer fonte, seja religiosa ou cultural. E desejo, do fundo do meu coração, que meu filho aprenda isso comigo e com meu marido.

A diversidade é ampla, sob vários aspectos. Acho incrível como ainda existem pessoas que não compreenderam que no aspecto sexualidade, isolando somente esse agora, cada um é dono do seu corpo. Gente, vamos lá, existem pessoas que no âmbito da sexualidade gostam de ser amarradas, surradas, curtem sexo anal, grupal, …e mais um milhão de coisas diferentes e isso é próprio de cada um. E nada tem haver com gênero! Com quem a pessoa escolhe relacionar-se precisa ser respeitado. Por isso, “deixa as pessoas”!

Já escutei a seguinte pergunta: Mas e se o seu filho for gay? Para mim essa pergunta é a mesma coisa que: Mas e se seu filho escolher branco ao invés de azul? Meu papel é estar ao lado dele, deixá-lo consciente das escolhas e seus impactos. Só que o <3 é dele!

Bebês fofos, você vê por aqui! <3

Pensar assim não me torna uma mãe liberal, quem me conhece sabe que sou bem militar em algumas questões, como estudo. Mas tento, de um jeito tranquilo e amigável, repassar ao meu filho uma das lições que eu aprendi e gosto de compartilhar: para quem você dá na sua vida é problema seu.

Você já viu alguma criança ser preconceituosa de forma natural? Sem qualquer estímulo de casa? Não. Então, seria de bom tom manter dessa forma. Já basta de ignorância, devemos criar crianças que aceitem com naturalidade a opção sexual de alguém. Que existem famílias diferentes da sua, mas que a felicidade é indiferente a esse fato.

Um exemplo de casal homoafetivo com filhos que encanta!

E se perguntassem sobre a minha opinião a respeito da adoção por casais homoafetivos a resposta seria: Óbvio! Negar a uma criança a possibilidade de crescer em um lar feliz, com pais ou mães amáveis, estável e sem preconceito é simplesmente inadmissível em minha opinião.

De novo, e para terminar, “deixa as pessoas”!

Beijos, Ká

Deixe uma resposta

Pin It on Pinterest

Compartilhe =D