Enjoos durante a gravidez. Quem nunca?!

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  • 27 de setembro de 2015

Preciso dizer, os primeiros 4 meses de gestação não foram a melhor experiência da minha vida. Tive MUITO enjoo na gravidez. Gente, sem julgamentos. Ok? Mas assim, eu passei incrivelmente mal e não é a toa que emagreci 3 quilos neste período. O que foi bom, pois como já falei, acabei engordando um pouco a mais do que o esperado para a gravidez toda. Então, perder os 3 me deu uma certa vantagem. =]

Mas então, voltando aos enjoos (…)

O primeiro mês foi tranquilo, sem grandes mudanças. Com exceção dos seios, esses ficaram visivelmente maiores e MUITO doloridos. Só que a partir do segundo mês eu simplesmente me tornei o ser com o nariz mais apurado do UNIVERSO. Do tipo que ao focar em uma pessoa na rua, a uma distância considerável, conseguia sentir o cheiro dela. E vão por mim, isso é péssimo. Minha sorte: sou rodeada por pessoas cheirosas. #fato

Tive algumas situações engraçadas que envolveram esse período da minha vida, uma delas envolve um colega que estava com um perfume bem forte durante uma comemoração de aniversário na empresa e eu (totalmente inocente) acabei ficando perto dele durante o momento do parabéns. Óbvio que não consegui terminar de cantar e saí com uma cara de enjoo estampada na minha cara. Notem que o perfume era bom, o problema era eu. Dica para a vida: existe uma grávida que trabalha, estuda ou convive contigo? Alivie no perfume caso ela tenha o olfato de Wolverine.

Eu costumo deixar transparecer os meus sentimentos através do olhar, logo, isso me causou certos desconfortos nos 4 primeiros meses. Sabe aquela cara de quem “torce o nariz” quando sente um cheiro desagradável? Eu fazia isso caminhando pela rua. E isso meus amigos, não é legal. E é DIFÍCIL de esconder!

Você tem cachorro em casa? Eu tenho a Xuxu, uma yorkie fofinha e meio ranzinza. E juro que enjoei dela por um período, mais precisamente do bafo dela! =[ Por este motivo ela acabou ficando com a minha sogra durante uma semana. Mas só uma semana mesmo, porque meu coração doeu tanto que eu acabei relevando o cheiro para não tirar ela de perto de mim. Maaaaas foi difícil, ô se foi!

Uma outra situação engraçada (só que meio cômica e triste, uma mistura), enjoei do meu marido! =O Pasmem, do homem da minha vida que é incrivelmente cheiroso. Foi por pouquíssimo tempo, cerca de duas semanas, mas aconteceu. Eu já havia escutado que isso era possível, mas nunca havia realmente acreditado. Moral da história: Não desdenhe das outras grávidas, você pode passar por coisa pior. rs

Frango, eca!

Frango, eca!

 

 

Ah, e enjoei de banana. Só em pensar em banana eu já tinha náuseas gigantes. E FRANGO (eu já tenho um abuso natural contra frangos, sou levemente neurótica com o fato deles serem cancerígenos – mas este não é o caso)! E adivinhem: meu marido malha pesado e a dieta dele é: frango, ovo, banana e batata doce. Uma delícia de se conviver por perto durante uma gestação como a minha, ein. Mas o importante é sempre tentar se colocar no lugar do outro e resolver a situação da melhor forma possível. No nosso caso, eu fechava a porta do quarto enquanto ele fazia comida e só saía quando tudo estava terminado. Simples, porém efetivo.

 

 

 

 

Outro ponto legal para compartilhar aqui: caso você seja ou tenha sido uma daquelas grávidas iluminadas que não enjoou durante a gravidez, guarde isso para você. Não esfregue esse fato na cara das meras mortais que lutam diariamente contra o mau humor causado pelo constante estado de ânsia provocado pela gravidez. Comigo teve um fato bem marcante sobre isso, uma visita ao dermatologista. A minha dermato estava grávida (inclusive no mesmo período gestacional que eu) e durante a consulta me perguntou se eu estava enjoando. Foi mais ou menos assim:

(Médica) — Você teve enjoos? (eu já estava de 5 meses, ou seja, havia passado pelo período tenso).

(EU) — Nossa, quase morri! (sou levemente dramática, rs)

(Médica) — Guria, não enjoei nenhuma vez. Nem sei o que é isso!

(EU – with lasers nos meus olhos) — Hum…bom para você.

(Médica – continuando, porque não basta sambar só uma vez na minha cara, o melhor é desfilar com a Grande Rio toda) — E também não tenho fome. Estou tendo que me policiar para comer a cada 3 horas.

Notem que o meu quinto mês foi o período das COXINHAS, ou seja, eu estava uma draga em forma de pessoa.

 

Tentei todas as formas do mundo disponíveis na internet e segui as orientações do meu médico para tentar diminuir os enjoos. Comer pequenas porções, não deixando passar muito tempo entre um lanchinho e outro (máximo 3 horas), diminuía um pouco a náusea. Mas sendo bem sincera, não tem mágica que resolva. É aguentar (tentar levar com bom humor) e esperar passar. Triste, certo? Me falaram bastante sobre água com limão (que não funcionou comigo) e gengibre (que também não fez qualquer efeito). Começou a passar quando o meu olfato voltou ao normal, lá no quinto mês. Inclusive eu tive recomendação médica para tomar um remédio que é liberado para grávidas, tomei umas 3 vezes, mas também não fez efeito. Acho que o meu nível era hard mesmo.

Pois é, quem esperava alguma dica surpreendente de como evitar os enjoos…infelizmente, não será o caso. Mas assim, caso alguém tenha alguma receita mágica para isso, me fala que posso escrever sobre isso. Para mim, a gravidez só começou a ficar legal (mas LEGAL MESMO), a partir do quinto mês. Uma porque eu conseguia ver uma barriguinha, o que é maneiro. E outra, porque a disposição voltou e eu pude retomar a minha rotina sem querer vomitar em todos ao meu redor (#dramaqueen).

Escutei que cada gestação é diferente, ou seja, você pode enjoar muito do primeiro filho e não sentir absolutamente nada na do segundo. =O O corpo humano é simplesmente uma loucura, o que torna tudo muito sensacional. Não sei se terei mais filhos, prefiro não pensar nisso agora. Mas, pelo jeito existe sempre 50% de chance de eu escapar dos enjoos em uma próxima oportunidade. rs

Beijos, Ká.

 

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