Cólicas no bebê

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  • 13 de janeiro de 2016

Esse post não terá nenhuma receita para diminuir as cólicas no bebê ou dicas de como evitá-las, o que eu quero é desabafar. Falar como me senti durante este período meXmo, porque só tem uma palavra para descrever este momento: PUNK!

Seguuuuuuura peão!

Seguuuuuuura peão!

Pouco se fala da realidade deste período, o que você mais escuta é que isso é “normal”. Aí está você, descabelada e chorando junto com seu filho (notem que isso é a mais pura realidade, porque eu chorei junto algumas vezes sim), quando vem alguém (às vezes de bom coração) e diz que isso é normal. Eu só digo uma coisa, NORMAL O CARALHO. Rs Brincadeira! Sorry pelo palavrão. =]

É sim normal muitos bebês terem cólicas, eu sei. Mas como eu me senti? Totalmente anormal. Cólicas são fisiológicas e por mais que existam crianças que nunca as tenham tido (conheço o bebê de uma grande amiga que nunca chorou por causa delas e conheci um ontem na pediatra do Alec), a grande maioria das mães e pais irá passar por um período tenso que dura (em média) até o terceiro mês. Importante destacar que as cólicas iniciam, geralmente, 15 dias após o nascimento. Antes disso, quando os pequenosrecém-nascidos choram, geralmente são gases que eles aspiram durante as mamadas – inexperiência e tal.

Então, voltando a nossa experiência aqui em casa (…)

O Alec teve cólica, muita. Por, pelo menos, 70 dias. Mas, thanks God, não as tinha durante a noite. Li alguns relatos de mães em fóruns que os pequenos choravam inclusive durante este período, alguns chegavam a acordar devido as dores. No começo eu tirei quase tudo que poderia dar cólicas de acordo com as crenças populares e NADA adiantava. Para melhorar, o bê tinha refluxo (que diagnosticamos ainda no primeiro mês, o que nos deu certa vantagem já que isso causava parte dos choros) e a junção destas duas coisas (…) imaginem. A única coisa que fez sentido sim foi tirar a lactose da minha alimentação, as cólicas diminuíram consideravelmente e o refluxo foi controlado mais facilmente.

Então, o que seria normal?

Ahhhhhh.

Ahhhhhh.

Normal é que a mãe fique um caco. Afinal, vale lembrar de neste período alguns bebês acordam de 2h em 2h para mamar – inclua aí as mamadas noturnas. Normal é que a gente não consiga (e nem queira) sair demais enquanto passamos por isso. Por isso, gentilmente recusamos convites para sair com amigos e evitamos aquelas reuniões de família. Normal é que a mãe (ou quem cuida mais tempo do bebê) precise de ajuda e de alguém para conversar. E que fale, acima de tudo, sobre outros assuntos além do bebê. Normal é o casal parecer zumbis. Normal é você pensar: O que é que eu fui fazer?! Vejam só, isso eu acho que é super normal, mas ninguém fala por causa dos julgamentos. Notem que você chega a dormir 3 horas no dia todo e ainda deve manter-se animada e otimista. haha Santa inocência. Penso eu que para algumas mulheres deva ser mais tranquilo, para mim (preciso reconhecer) foram 3 meses bem complicados. Mas né, agora já está tudo lindo – não igual ao Instagram, ok gente? Lindo com uma certa parcela de realidade que envolve momentos muito legais e outros nem tanto.

Só quem passou por este tipo de cólica pode opinar. Desculpem, mas neste ponto não há barganha. Se você não vive na pele não sabe o que a pessoa passa, ou passou.

O que eu quero dizer é que, cara, se você está enfrentando este período agora enquanto lê meu post (…) tem uma coisa que é verdade, passa. Assim como as cólicas aparecem, elas somem. Do nada! No nosso caso as cólicas sumiram 2 dias antes do Natal. Eu fiquei um dia todo escutando o choro imaginário do Alec nos meus ouvidos até conseguir acreditar que elas passaram mesmo. Porque elas já haviam diminuído cerca de uma semana antes, mas não escutar nenhum choro devido à elas por 24 horas foi sensacional. haha

Aí agora um fato engraçado, durante uma semana inteira eu estava esperando as cólicas voltarem. Simplesmente porque não conseguia acreditar que elas haviam realmente passado. Era como se a vida estivesse me pregando uma peça e eu, a qualquer momento, fosse retornar aos dias de terrorismo. Comparo os três primeiros meses do Alec ao meu primeiro trimestre de gestação, uma merda. hahahaha Fui radical demais?! Prefiro pensar que fui objetiva, passei três meses mega enjoada. Amei meu filho desde o primeiro segundo, mas agora sim é que podemos curtir ele de verdade. O nível de interação é infinitamente maior (o bê vai fazer 4 meses no final deste mês) e nós estamos mais adaptados a esta nova realidade.

Conversando com outras mães eu reparei que você realmente esquece deste período, esquece das dores do parto e das noites sem dormir. Afinal, a natureza é sábia. Isso justifica o fato de termos irmãos, não é? Eu mesma tenho que me esforçar para lembrar de algumas coisas e elas já nem parecem tão tenebrosas assim. Por isso, este post é mais para quem está passando por isso agora ou irá passar. Tudo passa! Aí depois, do nada, o seu filho começa a fazer barulhos engraçados, sorrir (o meu é super risonho, penso eu que me puxou hahaha) e fica bem mais fácil entender o que eles querem.

Agora, para fechar, um fato interessante que aconteceu comigo neste final de semana no Shopping Atlântico, em BC. Estava eu, linda e formosa (cof), com o Alec no banheiro do shopping – que por sinal precisa melhorar (e muito) a infra oferecida às mamães – quando me deparo com uma avó saculejando MUITO uma bebê de 50 dias e pergunto: — Cólicas? Nisso sai a mãe, com uma cara de #elanãopáradechorarmeajude, e diz: — Sim guria, já não sei mais o que fazer. Neste momento eu falei o que tanto esperei (lembre-se que foram mais de 70 dias): — Paciência, isso passa! Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah, libertador. Sei que pode parecer malvado, mas cara, falar isso foi DEMAIS.

No final deste mês iniciaremos a introdução de frutas na alimentação do pequeno, vamos ver se ele passa por essa sem novas crises. #torcida

Pra finalizar, normal é você seguir sua intuição. Quer cortar alguns alimentos, corte. Pode funcionar contigo e seu bebê. Seu bebê nunca teve cólicas? Só fale isso para os pais que já passaram por isso, jamais para pais que vivenciam isso no momento. Isso pode ser meio cruel, sério. hahaha

 

Huuuuuummmmm, eu falei que não ia dar dicas, né? Não resisti, vai que ajuda alguém. Aí vão 5 dicas que acho legais serem repassadas.

#1 Se estiver punk demais, tente cortar a lactose. Vai que funciona com vocês também.

#2 Dê banho de ofurô (leia-se balde) no baby.

Pura sedução em baldes. hahaha

Pura sedução em baldes. hahaha

#3 Slingue o pequeno.

#4 Passeie de carro. Quando sua cabeça já não funcionar mais, vá dar uma volta de carro com o pequeno. Todos respiram melhor! Geralmente acalma o bebê.

 

Like a boss!

Like a boss!

#5 Manter o baby aquecido ajuda. Aquela posição barriga com barriga funcionava bem aqui.

 

Beijos, Ká.

 

 

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