APLV, intolerância à lactose ou só cólica?

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  • 25 de março de 2016

APVL, intolerância à lactose ou só cólica? Gente, os primeiros meses do bebê realmente não são fáceis e você pode ficar a ponto de surtar em vários momentos deste período, vai por mim (…) eu sei. Por isso resolvi escrever sobre algo que tirou meu sono (o pouco que eu tive, rs.) para tentar ajudar algumas mamães (e papais) que se encontram nos primeiros 3 (ou 4, 5, 6 – enfim, enquanto as cólicas incomodarem) meses de vida do bebê.

Não chora mamãe!

Não chora mamãe!

Como eu já falei, o Alec começou com cólicas depois de 15 dias de vida. Antes disso não eram cólicas, eram gases. Mas aí, depois desse período de adaptação do tipo “agora você tem um bebê”, vem o “ele chora pra caramba, do quê?”.

Bom, quando ele estava com 2 meses eu já não sabia mais o que pensar. Sinceramente, o Google era meu #BFF e eu procurava coisas do tipo “por que o neném chora”, “cólicas bebê de 2 meses”, “estou perdendo a sanidade” (hahahaha, tá isso não!). E nessas buscas me deparei com três questões:

#1 O Alec poderia ter APVL, alergia à proteína do leite. Em algumas situações de suspeita de APLV, recomenda-se uma dieta hipoalergênica para a mamãe. Ou seja, a mãe deve ficar um tempo sem consumir absolutamente NADA que contenha a proteína (gente, aqui é radical, não adianta deixar de tomar leite e consumir queijo). Eu passei por um período de achar realmente que o Alec tinha isso e cara, foi tenso. Porque a restrição para alguém como eu, que consome sim os derivados e gosta pra caramba foi %$^#. Mas é aí que eu quero chegar, ele não teve isso. Eu que estava tão na neura de encontrar o motivo de tanto choro que fui logo pensando na opção mais radical. Vale lembrar que leite sem lactose continua sendo leite de vaca, ou seja, não adianta nada trocar caso o seu filho tenha APVL. Tem que tirar MESMO!

Fique atenta aos principais sintomas:

  • Diarreia (não pire aqui sem necessidade, no começo da vida do bebê quase toda fralda parece diarreia. Isso muda só perto do 4 mês!)
  • Prisão de ventre (os gases pararam só perto do 3 mês no Alec)
  • Cólica (o motivo de todo meu desespero, rs. Esse foi o sintoma que mais me levou a suspeitar de APVL, porque o Alec tinha cólicas MUITO fortes. Mas no fim, não tinha nada haver).
  • Refluxo (esse sintoma ele também teve, paramos com os remédios – Label e Peridal – somente no 5 mês. Hoje ele não tem mais nada, está com quase 6).
  • Vômitos
  • Vermelhidão na pele (Alec nunca teve isso!)
  • Irritabilidade
  • Asma (nunca teve também!)
  • Dificuldade respiratória (também não!)

O que acontece aqui é que a mãe e o pai já estão tão preocupados, com o filho chorando há tanto tempo que essa suspeita torna-se um caso de prioridade. A solução? Consulte um gastro pediatra. No meu caso vou dizer que nem cheguei a consultar um antes de descartar o APVL, porque o médico que eu tentei consultar só tinha hora para 3 meses depois da minha ligação. Ou seja, até ser chamada as cólicas do Alec já tinham passado. PASMEM, 3 fucking meses! Pensem numa mãe muito, mas muito, irritada.

#2 Intolerância à lactose é decorrente da dificuldade do organismo em digerir a lactose, açúcar do leite, devido à diminuição ou da ausência de lactase, enzima que a digere. Ou seja, é diferente do APVL. Os sintomas são apenas intestinais: Diarreia, cólicas, gases, distensão abdominal (barriga estufada). Podem ocorrer em minutos ou horas após a ingestão do leite de vaca. Vou dizer que quando eu cortei a lactose da minha alimentação, durante o período tenso das cólicas, elas diminuíram um pouco. Mas o que funcionou melhor foi com o refluxo, este sim, diminuiu DEMAIS.

Posso dizer que tirar a lactose durante este período foi a única coisa que realmente teve algum efeito nas cólicas do Alec. Feijão, couve, chocolate, café (…) tirar NADA disso fez qualquer efeito. Minha sugestão (e só sigam se quiserem, não sou médica…somente uma mãe que passou por uma fase cabreira e sobreviveu tranquilamente) é: Você não dorme direito, não pensa direito, não se sente bonita direito…pelo menos, coma o que quiser sem neurar total. Sério! Como eu sobreviveria sem tomar meu café?! Sem comer o que me deixasse feliz!? Porque sim, eu fiz dieta restritiva por um período de tudo isso e não adiantou nada. Fora a lactose, todo o resto comigo (!), não funcionou. Pelo menos eu comi e fui feliz!

#3 Ou só cólicas? Siiiiiiiiiiiiim, no meu caso foram só cólicas. FI-SI-O-LÓ-GI-CO total! Desculpem, não há segredo. Uns bebês têm isso, outros não. Se você foi premiada como eu fui, vai passar e aí toda a sua vida vai ficar um milhão de vezes melhor com um bebê lindo e sorridente. Pode demorar um pouco, mas passa. (Aqui um adendo: eu escutei o lindo “– vai passar!” um milhão de vezes e sempre pensava que esse dia nunca chegaria, mas chega).  Se seu bebê nunca teve isso: GUARDA pra ti! hahahahaha E sério, fica mega feliz. Só que cara, respeite quem surtou. Tu não sabe o que é isso! E my friend, é foda.

Simplificando, no nosso caso aqui em casa, foram 70 dias de tentativas de melhorar algo que estava além do nosso controle. Quando o Alec melhorou, passou do nada. Um dia chorava, no outro não deu um piu e nunca mais chorou daquele jeito. Hoje os choros são claramente ligados ao sono, fome ou manha. Sim, manha. Porque meu filho de 6 meses já aprendeu alguns truques interessantes sobre “como conseguir o que eu quero sendo meigo, chorão ou incrivelmente irresistível”. Hoje a problemática está relacionada ao sono, ele anda acordando bastante à noite novamente (só 6 vezes em uma noite, susse pra caramba. #sqn). Quando tu acha que passou por uma fase, vem outra e tu se vê aprendendo do zero de novo. E aí que está a graça! Cada fase é uma coisa diferente e a ideia é aprender (e aproveitar) o máximo cada uma delas! Não fique presa ao problema, ele vai passar. Aproveite para curtir o momento! Afinal, ele não volta mais.

Beijos, Ká.

 

Join the discussion 2 Comentários

  • Camila Haddad disse:

    Oi Karina!
    Não conhecia seu site, e entre buscas sobre CÓLICAS e tudo que pode estar relacionado à elas, me deparei com seu post, simplesmente descrevendo TUDO que passei e tentei (senso frustrada tb nos mesmos aspectos) para nos livrar das aterrorisantes cólicas. No fim, o que me restou, alem de esperar o tempo passar, foi ser extremamente paciente e carinhosa com o meu bebê durante todo esse período desesperador, o ajudando a passar por isso com meu acolhimento e apoio emocional, o que está longe de ser algo simples quando se passa dias e noites com um bebê chorando e sem conseguir dormir de dor. Desconstruí todas as minhas (coitadas) “regras” anteriores de “não dormir no colo um dia inteiro” (e as vezes até a noite), “não fazer cama compartilhada”, “nao amamentar deitada e dormindo” e por ai vai.. revirei meus pré conceitos e vivi o que era melhor para o meu filho naquele momento, e o resto.. ah, o resto eu via depois, nao era a minha prioridade. Meu filho estava sofrendo muito de dor e me olhava fixamente a cada crise de colica (que eram
    muitas vezes ao dia) gritando, com o choro compulsivo e ja sem ar, as lagrimas escorrendo, me pedindo ajuda. Sei que fui premiada, e só realmente quem viveu esse desespero da colica muito intensa sabe o quanto é doloroso, enlouquecedor e duro… Hoje graças a Deus ele está fazendo 3 meses e saindo dessa fase. Temos cólicas pontuais, mas ja tenho meu pequeno risonho passando dias leves e felizes!

    • Obrigada por compartilhar seu testemunho Camila. Realmente, só quem passa para entender a loucura que é. Nós aqui sobrevivemos! rsrs Hoje meu bebê é um sapeca, risonho e quase nunca o escuto chorar. Um alívio! Desejo tudo de bom para vocês. Beijos, Ká.

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