A verdade por trás de tantas expectativas

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  • 3 de agosto de 2016

Nós criamos expectativas sobre tudo. Feliz quem, nos dias de hoje, consegue manter-se imparcial e esperar as coisas acontecerem “a seu tempo”. Infelizmente não conheço ninguém que realmente viva somente o agora, sem pensar no amanhã. Este é um exercício para a vida! Fácil de teorizar, difícil de praticar. A maternidade desperta nas mulheres sensações nunca vividas e, mesmo que tentemos nos manter calmas, a ansiedade irá nos pegar em algum momento. A própria maternidade em si já é uma expectativa para muitas. Mas e qual seria: a verdade por trás de tantas expectativas?

É complexo falar de sentimentos. Desprezar o que alguém sente ou menosprezar uma opinião é frio e, infelizmente, acontece. O fato é que não estamos preparados para opiniões que divergem das nossas, expectativas que não compreendemos. O julgamento é o maior dos males da maternidade, ao apontar o dedo para alguém deixamos outros três apontados para nós mesmas e não percebemos. Difícil mesmo é encontrar alguém que fale: me conte mais sobre isso. Do nada começa a rolar uma disputa por quem tem mais histórias para contar, mais dicas para dar. Triste!

Conheci recentemente uma menina que me disse que não estava alimentando qualquer expectativa com a gravidez. Que estava deixando as coisas acontecerem! Na hora eu pensei que estava me vendo ali, falando exatamente aquilo, em algum momento do passado. Não posso falar por ela, mas eu menti. Menti porque não queria pessoas me fazendo perguntas, senti que no final as pessoas não queriam saber realmente a minha opinião, mas dar as delas. Fiquei refletindo se a menina não estaria usando a mesma estratégia que eu. Uma boa ideia, afinal.

Eu tinha sim expectativas sobre o parto. Optei pela cesária, mas escutei cada um dos “conselhos” que recebi. Agradeço todos os dias por ter seguido a minha opinião, defendo que quem deve escolher é sempre a mãe. Sou contra qualquer imposição da sociedade ou Estado sobre essa questão. Eu pensava em como seria o rosto do meu filho. Me peguei pensando várias vezes quando eu conseguiria viajar novamente. Se o que falavam sobre nunca mais dormir o mesmo sono que tinha naquele momento era algo real ou exagero. Pensava: será que meu marido vai enxergar somente a Ká-mãe? Eu tinha muito medo disso. Será que meu filho nascerá saudável? Essa pergunta me deixou acordada muitas vezes durante a noite, afinal, eu já havia perdido um bebê. Imaginava se o silicone não afetaria na amamentação. Ou ainda, se conseguiria voltar ao peso rapidamente?

Ao contrário de algumas mulheres, não projetei a maternidade. Não costumo agir desta forma na minha vida. Uma realista-otimista, assim eu me definiria. Foi mais fácil pensar assim para superar algumas questões, tais como: deixar o Alec na creche, interromper a amamentação, introduzir alimentos, deixar o bebê com outras pessoas. Enfim, algumas situações que vi algumas mulheres terem certa dificuldade. Mas em contrapartida, sofri bastante com algumas questões da maternidade: ficar em casa sozinha com um bebê durante a licença foi uma delas. Eu não tinha noção do que aconteceria, do grau de dependência que meu filho teria. Brinco que, para mim, ficou bem legal ser mãe depois do sétimo mês. Nunca gostei de brincar de casinha, meu negócio sempre foi brincar de Banco Imobiliário. Ganhar no Banco Imobiliário, para ser mais exata. rs Hoje, com o Alec indo para o 11º mês, eu posso dizer que me amarro em ser mãe. Com o tempo, com as interações aumentando, ficou muito mais interessante para alguém como eu (que nunca foi fã de bebês) se apaixonar pela maternidade. Sinceridade, a gente vê por aqui. 😉

Eu tenho várias expectativas para o futuro do meu filho. Incertezas. Algumas certezas almejadas. E umas tristezas a serem evitadas.

Entretanto, o legal é a viagem. Certo? Cada dia, uma oportunidade para aprender algo. Não sei vocês, mas ter a possibilidade de conviver com um bebê que está aprendendo todos os dias como “enxergar” o mundo e suas novidades, para mim é simplesmente sensacional. E que venham novas fases (…) mas que venham devagar porque o tempo está passando muito rápido.

Beijos, Ká.

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