A maternidade não nos torna pacientes. Será?

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  • 28 de junho de 2017

A maternidade não nos torna pacientes, ela nos torna empáticas. Você concorda?

Uma amiga minha me falou uma frase digna de um post: Ká, a maternidade nos deixa mais compreensivas. Depois que me tornei mãe parece que o mundo ficou mais nítido e eu mais consciente.

Gente, achei sensacional. Se tem algo que eu concordo e assino embaixo é que, depois de me tornar mãe, eu julgo menos e compreendo o comportamento de outras mães muito mais.

Eu era do tipo que, quando a criança fazia birra no mercado, pensava: Ah, se fosse meu filho! Eu não deixaria isso acontecer nunca. Surra tá aí para isso! hahaha Sorry, mas eu era bem assim mesmo. Ou ainda, quando uma mulher chegava mau-humorada no trabalho eu pensava: eta, dormiu de calça jeans! =O Mas nem me passava pela cabeça que aquela menina tinha um filho pequeno, que provavelmente eles não haviam dormido bem. Incrível como o ser humano tem dessas de só entender o outro quando a realidade bate na sua cara, não é mesmo? E esse é um dos poderes da maternidade.

Acredito que a empatia seja uma das características mais interessantes para se desenvolver, entender que as pessoas são afetadas de forma diferente por inúmeras situações lhe dá uma paz incrível. Claro que não é regra, tem pessoas que não mudam nunca, mesmo as que presenciam a maternidade. Mas ser mãe lhe dá uma chance de provar que pode ser melhor, você quer mostrar para o seu filho que o mundo pede um pouco mais de calma e lidera pelo exemplo.

Hoje entendo a capacidade que a minha mãe tem de se adaptar aos ambientes e falar a língua das pessoas ao redor dela. Sempre achei que isso era nato, boa parte provavelmente até é, mas acredito que tornar-se mãe tenha lhe dado ainda mais insumos para essa qualidade aflorar. É indiscutível a facilidade com que ela faz amigos, entende o problema dos outros e trata todos com carinho (…) um exemplo que espero conseguir seguir. Mas claro, serão necessários alguns anos de prática maternal.

Algumas situações relacionadas a maternidade que já aconteceram comigo e eu me peguei pensando: a vida da volta Ká, lembra quando tu julgou. Paaaau! hahaha

Birra de criança no mercado.

A maternidade tem suas situações que sim, exigem paciência. Mas depois a gente é obrigada a rir desses momentos.

Gente, como lidar? Eu larguei lá e continuei andando. Ignorei meu filho mesmo e fiz ele levantar e vir atrás de mim. Mas claro que não sem antes ele chamar a atenção do mercado todo e eu atrair alguns (vários!) olhares fulminantes.

Teimosia para não comer no restaurante.

O bendito: NÃO. Alec, come. Não! Alec, a mãe vai deixar você sem comer. Não. Filho, a mãe tá perdendo a paciência. Não. Fazer o que? Deixei sem comer. Só comigo que o filho aprendeu a palavra “não” com uma facilidade absurda e era quase sinônimo de qualquer coisa? A maternidade não vem com manual de instruções, afinal.

Drama no shopping.

Um resumo: o lindo parque infantil montado provisoriamente no meio do Shopping estava em nosso caminho com direção ao estacionamento. Choro interminável, corpinho sendo jogado para trás e uma mãe extremamente irritada (mas sorrindo com aquele olhar fulminante de espera só chegar em casa!).

O desafio do “não faça isso”.

E quando seu filho faz birra depois de você repreendê-lo? A maternidade nua e crua. 😉

Você pede, avisa, informa, faz sinal de fumaça, implora…mas no final, se o seu filho invocar que vai pegar algo ou que ele quer ir em algum lugar…ele vai. E aí? Provavelmente resultará em choradeira e ela pode acontecer em qualquer lugar. No café com suas amigas, no almoço da empresa, na sua loja preferida ou naquela granfina que tu só entrou para olhar mesmo.

Agora, quando vejo uma mãe passando pela mesma coisa rola aquele olhar de “eu te entendo”. Um olhar lindo e comovente que faz com que o mundo materno tenha um significado único: o do acolhimento. haha Fique tranquila, quando você passar por uma dessas situações pode ter certeza que, ao mesmo tempo que você, outra mãe em algum lugar do mundo enfrenta o mesmo problema. Penso que logo essas crises de teimosia do meu filho devem melhorar, senti uma inflacionada nas reações dele nos últimos meses e me falaram que é o período. Já que em breve ele vai fazer dois anos…Terrible Two. Vou acompanhar! 😉

Um beijo,

Ká.

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