365 dias de puro aprendizado – O primeiro ano do bebê

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  • 5 de outubro de 2016

No dia em que comemoramos o aniversário de um ano do meu filho escutei uma frase que me fez refletir: Parabéns Ká, você sobreviveu! No aniversário de um aninho você pode comemorar que saiu viva dessa e de agora em diante tudo fica mais fácil. rs Sei que parece exagero, mas vamos refletir um pouco sem falsidade e hipocrisia: foram 365 dias de puro aprendizado. O primeiro ano do bebê é sensacional, mas também bem desafiador! São inúmeras descobertas, corridas e WhatsApp para a pediatra, discussões com avós e, principalmente, paciência.

A maternidade é uma loucura, uma das melhores lições para a vida. Você se torna mais paciente, menos hipócrita (ou assim espero) e mais preocupada com o mundo como um todo.

Eu divido esse primeiro ano em 4 fases, de 3 meses cada. A primeira fase foi a mais estranha, me descobri tendo que cuidar de um alemãozinho totalmente dependente de mim (nem rolava ainda o pequeno, rs) e tive que aprender a me suportar em casa sem poder sair e fazer muita coisa. O mercado era o meu principal passeio, pasmem. Parece maneiro ficar em casa, certo?! Eu achei EXTREMAMENTE chato. hahaha Mas cada caso é um caso, eu não gosto de assistir televisão e vamos combinar que tu não consegue ler um livro com um recém-nascido em casa com tranquilidade. Ainda mais se ele tem cólicas chatas e refluxo, sobre esses assuntos eu já contei aqui.

A segunda fase foi tensa, o Alec iniciou na creche. Notem que eu ADOREI o fato dele ir para creche, mesmo! Me deu um sentimento de liberdade. Que mãe mais desnaturada, alguns podem pensar. Mas gosto de acreditar que existem outras como eu espalhadas pelo mundo que precisam de certa autonomia e, literalmente, gostam muito do trabalho que tem. O tenso da creche foram os resfriados, febres, adaptação de rotina (afinal, um filho não é um relógio). Mas gente, normal. Afinal, o bebê nunca tinha sido exposto a algumas situações antes e eu achei bem tranquilo de lidar. Mas vou dizer que perdemos algumas noites de sono e meu coração ficou na mão por vários dias. rs Se eu esperaria mais tempo para colocá-lo? Nunca. Hoje ele não tem uma gripe sequer e simplesmente ama as professoras, todos os dias é uma descoberta nova.

A terceira, um resumo: rolar, engatinhar e risadas. Foi a fase em que eu tinha um bebê fofo em casa, do sexto ao nono mês eu aproveitei e curti o bebê que ainda mamava e não chorava mais de cólicas.

A quarta, sensacional. Não consigo descrever o quão legal foram esses últimos três meses. O Alec agora já anda (o que nos fez modificar o layout da casa, agora temos uma barreira na cozinha!), segura a própria mamadeira (isso gente, SENSACIONAL) e já dorme uma noite inteira. #OsPaisComemoram! Vou comentar como conseguimos esse feito em outro post, porque o negócio foi tenso. Para não dizer: desafiador! Ah, e com 10 meses eu parei de amamentar. Para quem sofreu com o peito empedrando todo santo dia por ter tanto leite, foi uma vitória ver que o bebê aceitou super bem o leite e nem sentiu falta do peito.

Descobri que agora já não compro mais roupas na seção de nenéns das lojas, ele já é um pré-criança. rsrs Agora as roupinhas são mais maneiras, sem mensagens de “o bebê da mamãe”, “sou o lindo da vovó” e “problemas? chame a madrinha”.

Abaixo separei alguns fatos interessantes sobre esse ano que passou, a ideia é compartilhar algumas descobertas que me levaram a refletir um pouco. 😉

  • Todo mundo tem uma opinião formada sobre tudo! hahaha Inclusive, piora quando é relacionado à maternidade. MAS, existem alguns conselhos que valem a pena serem escutados, como: agasalhe o bebê para dormir porque ele perderá todas as cobertas, peça fraldas no chá de bebê que será uma puta economia à longo prazo, algodão com água é o melhor jeito de limpar o bumbum do bebê quando ele é pequeno porque evita assaduras, coisas do tipo.
  • O Alec andou com 11 meses, mas só teve dentes com 10. E só dormiu uma noite toda com UM ano. Ou seja, cada neném TEM o seu PRÓPRIO ritmo.
  • Não adianta dar presentes maneiros e caros para um bebê, ele irá preferir as embalagens.
  • Nenéns de um ano já escalam coisas! Abrem portas. E também entendem o “não” que você fala, só não ligam para isso. 😉
  • Por mais cuidado que você tenha, a cama dos pais sempre será um trampolim para o chão. Principalmente para mergulhos de cabeça que levam a choros intermináveis! rs
  • Cachorros e bebês são excelentes companhias. Ainda mais quando seu cachorro espera seu filho na porta depois da creche.
  • Existem mães neuróticas, mesmo. Fuja delas! Siga as suas convicções e evite expor sua opinião para esse tipo de pessoa, quando elas perguntarem algo somente sorria e concorde com a cabeça. E se solidarize com as professoras da creche, ser chata com elas não ajudará em nada. Você consegue imaginar a loucura que é cuidar de 14 crianças iguais a sua, todos os dias?
  • Banho de balde acalma a criança, mas depois que eles descobrem que podem brincar na banheira você irá aposentar esse “ofuro” e isso não terá volta. Só quem tem filho consegue imaginar a dificuldade que é sentar um bebê que quer ficar em pé.
  • Sobre banhos: não importa o quanto você se esforce para parecer interessante sair do chuveiro, o seu filho não cairá nessa. Assim como também não irá querer saber que o pijama é gostoso, será sempre melhor ficar pelado. Correr pelado então (…).
  • Com o tempo você fica ninja em trocar de fraldas, mas o seu filho também ficará ninja em fugir em plena troca. Utilize seus pés para prendê-lo. hahaha
  • Festas de um ano são lindas, mas se você for inventar de fazer por conta própria: organiza-se. Sim, você gastará muitos reais. E sim, convidará muitas pessoas. Peça ajuda que tudo vai dar certo.

É isso, foram 365 dias de pleno aprendizado e vitórias. 😉

 

Beijos, Ká.

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